O ano de 2009 foi embora, e deixou um gosto de saudade, vivi momentos únicos e intensos, nesse ano transformador vivi a maior metamorfose da minha vida acadêmica, passei de trabalhador que estuda, para uma estudante que trabalha..... mas a retrospectiva não é sobe mim, e isso é história para outro momento, o que pretendo recordar e compartilhar é o nosso ano letivo.
2009, mais um ano letivo para o Serviço Social da ULBRA Carazinho.
Este ano incrível da vida da gente, foi o ano do estágio curricular, período único, certamente transportou as estagiárias para mundos desconhecidos, para realidades distintas, nos levou ao mundo real, onde ficamos frente a frente com as expressões da Questão Social, tão estudadas e fundamentadas teoricamente.
As contradições encontradas e vividas nos espaços de estágio, as dificuldades de um enfrentamento rápido e eficaz das expressões da questão social, nos fizeram tremer, chorar, desabafar, e desabar no “colo” de nossas incansáveis supervisoras acadêmicas, que bravamente nos mandaram de volta para enfrentar o “monstro do medo” de ser Assistente Social. De modo gradativo, o sentimento de impotência foi perdendo força, fomos aos poucos percebendo nossa capacidade de mudança, mudança que ocorre com o trabalho do Assistente Social e mudanças que ocorrem em nós, seres humanos, parte da mesma sociedade a qual pretendemos transformar. Descobrimo-nos sujeitos capazes de transformar e ser transformados, conhecemos e reconhecemos nossas próprias limitações.
Disciplinas incríveis, que proporcionaram crescimento, oportunizaram espaço de discussão, agregaram conhecimento, poderia montar indicadores de avaliação de 2009, pois Gestão nos mostrou a importância de saber avaliar, identificar no processo falhas e resultados, nos tornou capazes de desenvolver diagnósticos, construir projetos de intervenção adequados a realidade, identificada pela avaliação ex ante.... medir a eficácia e a eficiência pela avaliação ex post... é isso, precisa-se de profissionais capazes de avaliar, sua intervenção, sua ação, que reconheça o tempo de mudar as ações, proporcionando serviços de qualidade, capazes de formular e REfomular alternativas políticas, gerir, coordenar, executar políticas públicas.
Direito e Seguridade Social, apaixonante, o Serviço Social no contexto internacional, proporcionou conhecer e nos aproximou do trabalho do Serviço Social pelo mundo, reconhecemos semelhanças, diferenças, conhecemos Assistentes Sociais de outros países, trocamos idéias, mensagens, nos conectamos, nada mais adequado em tempo de globalização. Os trabalhos desenvolvidos pelos profissionais, tem particularidades e diferenças interessantes desveladas ao longo do estudo, porém o que também ficou claro é o foco da intervenção do Serviço Social, em cada país, com seus problemas e políticas próprias, o Serviço Social trabalha pelo mundo buscando a equidade social, justiça, e efetivação dos direitos humanos.
Outro ponto importante, que sugiro resgatarmos a discussão em 2010, foi sobre as novas práticas do Serviço Social, todos os temas abordados, importantes, merecedores de discussão e aprofundamento, é preciso que os alunos aproximem-se do máximo de informação e participem dos novos processos, discutimos o Ensino a Distância, as Práticas terapêuticas, o Depoimento sem Dano, Serviço Social na Escola, Serviço Social e meio ambiente, novos espaços, novas técnicas, que devem ser compreendidas, estudadas, analisadas se condizem com nossa formação profissional e se estão de acordo com as competências profissionais do Assistente Social.
Visitamos e fomos visitados, ouvimos, anotamos, nos fotografamos abraçados como velhos amigos que se encontram depois de um longo tempo, e entendemos, a fala precisa, objetiva e brilhante, daquele que nos tortura com sua escrita sábia, importante e difícil, o simpático José Paulo Netto, viajamos quilômetros para ouvir Netto falar que “quem se esconde, tem vergonha do que pensa”, ouvidos atentos para guardar as palavras que nos diziam em voz alta e marcante (para que se reflita), “que 1 bilhão de pessoas, correspondente a um sexto da população mundial está abaixo da linha da pobreza”, e ainda, sua manifestação em relação aos direitos humanos, “possuem reconhecimento formal, mas são violados diariamente nas práticas”, na verdade, pouca coisa foi novidade, mas ver que José Paulo Netto, tem pensamentos, anseios comuns de nós estudantes, nos faz perceber que estamos fazendo o tema de casa, e que nossa formação possui qualidade e consistência.
Nos presenteou com uma fala igualmente brilhante, a Professora Maria da Graça Turk, (é sempre um prazer ouvi-la), sua fala é de uma Assistente Social apaixonada pela profissão, confia e defende o projeto ético-político do Serviço Social, demonstrou na aula magna, que em alguns momentos também temeu a impotência profissional, sentiu-se na contramão do resto do mundo, mas para nossa felicidade, sua maturidade profissional e competência são mais fortes. Graça Turk, nos trouxe as expressões de violência como responsabilidade coletiva, “nossa omissão, pode contribuir para geração de violência na sociedade”. Depende de nós como seres humanos transformar nossa realidade, e ao Assistente Social, cabe participar desse processo como profissional atento e capacitado para trabalhar nas diferentes frentes profissionais, sempre visando a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Serviço Social na Feira do Saber, esse já recebeu uma notinha no Blog, mas faz parte da nossa retrospectiva, a vontade de promover e apresentar o curso de Serviço Social, o nosso curso, nos motivou, nos mobilizou, é essa articulação e movimento que nosso curso e nossa categoria profissional precisa. Chega de criticar a falta de articulação entre os profissionais da área, nós representamos essa profissão, nós somos parte responsável pela identidade profissional, dessa mesma motivação nasceu o Blog Serviço Social – Nossa Profissão, Nossa Paixão, acessado pelo domínio http://servicosocialelegal.blogspotcom, ainda é um bebê, mas pretendemos alimentá-lo, com discussões, informações, e promover um espaço aberto a todos que tiverem interesse.
Serviço Social é legal, uma frase piegas para alguns, e para outros a identificação que desejamos para o curso, e para a profissão, a frase também estampou nossa camiseta de 2009. Bonecos coloridos, letras garrafais na frase de impacto, e nosso Blog anunciado, continuarão conosco em 2010, identificando onde estivermos que seremos Assistentes Sociais, e não temos medo de mostrar que pensamos.
Fechamento de balanço, entre mortos e feridos, saímos sobreviventes e dispostos a continuar na luta. Como nos disse a querida professora Tatiana Reidel, ”nada de viver uma vida morna, vamos sentir o calor, das pessoas, da vida”. Que venha 2010.
Solange Berwig
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
2009 um ano de colher resultados

Solange Berwig
Acadêmica acredita que como assistente social poderá melhorar a sociedade em que vive
Por acreditar que o trabalho do assistente social pode promover mudanças significativas na vida das pessoas, interferindo positivamente na realidade social, é que Solange Berwig optou por cursar Serviço Social na ULBRA Carazinho.
A acadêmica está no 7º semestre e revela que as inúmeras possibilidades de atuar na profissão com as mais diversas áreas, foi o que mais chamou a sua atenção logo que começou a cursar Serviço Social. “O curso me moldou totalmente, transformando a minha visão a cerca da sociedade. Hoje, tenho capacidade de discutir, propor e expor minhas idéias, porque ao longo do curso construí uma capacidade de entendimento, e uma visão crítica, coisa que antes eu não tinha”, diz Solange.
Atualmente a acadêmica trabalha como auxiliar administrativa em uma empresa carazinhense que vende caminhões, e ainda realiza 20h por semana o seu estágio curricular na secretaria municipal de Assistência Social de Carazinho. “Sou muito feliz por estar num campo de estágio tão rico, as supervisoras de campo e acadêmicas, são profissionais competentes que me auxiliam e me ajudam a construir um aprendizado muito claro do papel do assistente social”, explica. Ela também participa das aulas do curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e do Coral da ULBRA Carazinho. “Estas atividades ofertadas pela instituição me deixam muito feliz pois nos proporciona uma integração com acadêmicos de outros cursos”, conclui.
Natural de Não-Me-Toque, Solange afirma que o curso de Serviço Social da ULBRA Carazinho supera suas expectativas e que pretende quando formar-se ser uma assistente social bastante atuante, podendo contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, ajudando os mesmos a terem acesso a seus direitos sociais, civis e políticos.
www.ulbracarazinho.edu.br
sábado, 21 de novembro de 2009
Bater no Juíz não muda o resultado do Jogo!!

Meus amigos do trabalho, me convidaram para prestigiar um de nossos colegas que nas horas de folga é Técnico de futebol, e seu time está disputando um campeonato Cidadino, pensei, é um bom momento, para compartilhar da companhia (excelente) de meus colegas de trabalho, descontrair, dar um pouco de risada e ainda acompanhar as habilidades dos times em quadra. Lá fui eu.
Primeiro jogo... fomos observando os times, e acompanhando a empolgação das torcidas (as torcidas eram compostas basicamente por familiares, namoradas e muitas crianças).
Aos poucos fomos absorvendo a idéia e nos preparando para quando “Baixada” entrasse em quadra. Tudo muito interessante, eu nem sabia que campeonato era aquele, ou quem eram aquelas pessoas com quem eu me divertia, mas era isso, eu me divertia, gritava, cantava “baixada – baixada – baixada” acompanhado de palmas, uivos, risadas estrondosas e alegres, o futebol me contaminou... foi então que começou a desandar a maionese, isso mesmo, o time foi perdendo controle, tomando gols, mas até aí tudo bem, alguém sempre ganha e alguém vai perder. Baixada perdeu a partida, e foi eliminado. Agora Baixada acomodou-se com a torcida para assistir ao próximo jogo.
Entram em quadra os próximos adversários, homens grandes e empolgados, cheios de vontade de vencer, as torcidas apoiando, gritando, cantando. Começou a partida, os times muitos parelhos, ótima partida, até aí tudo certo, não fosse pelo detalhe da maneira rude como os jogadores se tratavam e tratavam os árbitros.... alguém previu na torcida, “esse jogo não vai acabar”, mas acabou, com empate de 4x4, prorrogação, mais 5 minutos de jogo, muita tensão e finalmente sai um vencedor.
Vivenciei uma cena cruel, carregada de barbárie, o time perdedor, assim que ouviu o apito que finalizou a partida, saiu correndo carregando toda sua ira, para descontar em momentos de pura ignorância, selvageria, e muita violência sobre o juiz da partida.
Para vocês imaginarem a cena: um time de brutamontes irados, correndo atrás de um único homem, o juiz corria e não encontrava na rede que cerca a quadra um local para sair (parecia uma cena de gladiadores na arena), o moço correu sem sucesso, pois as torcidas pelo lado de fora da rede, não o deixaram sair, e instigavam o time.... “bate, isso mesmo tem que apanhar, Juiz ladrão”.... o moço que veio não sei de onde, para arbitrar a partida, acabou caindo em uma goleira, e foi literalmente sovado, ele sumiu sobre socos e pontapés. Eu entrei em pânico (não tenho vergonha de contar), mas me envergonho das pessoas que assistiram a cena e nada fizeram para evitar a violência. Eu nem vi como foi, nem quem foi, que retirou o juiz do meio dos “cães raivosos”, tamanho era meu medo que eu só pensava em ir embora dali.
Uma pessoa foi covardemente espancada, o que isso tem a ver com o futebol arte, paixão nacional?
Que exemplo os homens adultos, que estavam presentes e nada fizeram (ainda contribuíram), deixaram para seus filhos que assistiam a partida?
Onde estava a segurança do evento, que não vi em nenhum momento sequer um policial presente?
Bater no juiz, não muda o resultado do jogo, e pela falta de segurança todo o campeonato deveria ser cancelado.
Não consigo parar de pensar no moço, se como arbitro ele errou, deve haver alguma penalização, mas violência não tem justificativa.
A caminho de casa, encontramos na estrada, uma viatura da Brigada Militar, que ia de encontro do acontecido.... se as pessoas (homens e mulheres) não tem educação suficiente, para ser bons perdedores, então são perdedores mesmo.
Abaixo a violência, esporte é vida, esporte é integração. Um viva para o futebol!!!!
Ps.: eu NÃO irei assistir a final desse campeonato. E espero sinceramente que o juiz esteja bem.
Indignada, Solange Berwig.
domingo, 15 de novembro de 2009
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